Oláa,

Aqui quem escreve agora é a Maira, e tenho um assunto interessantíssimo para ser tratado hoje. =)

É sobre o livro que a minha queridíssima amiga Miwa já comentou aqui recentemente: Cultura da Convergência, de Henry Jenkins.

Como vocês sabem, ou não, somos alunos de Audiovisual e estamos no semestre de Multimídia. Ao ler esse livro da bibliografia básica do semestre, gostaria de compartilhar com vocês algumas coisinhas. Vou tentar não me alongar e nem ser redundante para que vocês me acompanhem. ;)

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Houve uma grande mudança na comunicação mundial nos últimos anos: a informação pode agora circular por diferentes canais e sistemas
midiáticos. Houve uma digitalização da cultura . Essa digitalização tende a mudar os regimes de criação, recepção e distribuição da cultura e seus produtos.

Houve também uma convergência de linguagens e uma emergência de novas linguagens nas quais os conteúdos de novas e velhas mídias se misturam, reconfigurando a relação entre as tecnologias, a indústria, e o público. Isso constitui o que Henry Jenkins chama de a era da convergência midiática. Nela há um cruzamento entre mídias alternativas e de massa.

Essa convergência trouxe a participação ativa dos consumidores,que cada vez mais distante da condição de receptor passivo, elegem a inteligência coletiva como seu modo participativo. A partir daí então, passamos a interagir com um sistema complexo de regras que vem sendo criado para ser dominado de forma coletiva. Os ARGs que circularam por aí são o maior exemplo disso. O autor também cita Matrix, Survivor, American Idol, The Beast Microsoft, 2001 (ARG do filme Inteligência Artificial) como exemplo de como essa inteligência coletiva tem sido requisitada e utilizada em diversas e diferentes mídias.

No último capítulo do livro o autor se dedica à analisar a cultura pública. Ele usa o conceito de convergência para ilustrar a disputa presidencial dos Estados Unidos em 2004, mostrando caminhos para tornar a esfera política mais participativa e ressaltando o papel decisivo de táticas como o marketing viral e a força de movimentos botton-up, como as smarts mobs. O autor apresenta montagens de imagens alternativas feitas sobre fotos de campanha  para atacar certos candidatos à presidência dos EUA em 2004.

Falando disso me lembro de um viral ‘recente’ que eu achei hilário haha: .

Não considero ter sido para atacar a campanha de ninguém, mas vale a pena conferir ^^ hahah

Finalizando aqui o pensamento de Jenkins, o mesmo acredita que o próximo passo a ser dado pelas pessoas engajadas nessas atividades é aplicar as habilidades desenvolvidas a partir dessa experiencia com o entretenimento comercial, na solução de questões com maior amplitude social e política.

Bom..

Leiam e tirem suas próprias conclusões, eu recomendo. ;)

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